12 de dezembro de 2010

Apelo 5

96249603, Tommaso Tuzj /FlickrQuerida, devo dizer que senti sua falta. Da sua voz. Do seu carinho quase maternal. Da sua compreensão. Da sua inteligência. Querida, então é este o fim? Me diga, querida, suas palavras já não espetam minhas dores. Vá em frente, diga. Eu estou anestesiada.  Veneno líquido, dor. É tudo o que sinto. Mas vá em frente querida, deixe-me tentar dizer também. Eu tenho medo, muito medo da solidão. Sempre gostei dela, mas agora ela me assusta. Mas querida, é este meu destino? Seja sim ou não, não reclamo. Eu o abraçarei, querida. Apenas me diga novamente, preciso absorver essa leveza tua. Querida, eu nunca soube que seria assim. O futuro é um monstro vazio, que gosta de pregar peças, das mais variadas. Das mais cores, das mais dores. Querida, eu só me pergunto se algum dia o ódio partirá. E também, minha doce querida, eu desejaria saber se algum dia sentirei isso novamente. Querida, não sei o que é melhor, agora. Ou talvez eu nunca houvesse sabido. Arrependo-me de tanto, mas seria hipócrita me arrepender de tudo. O céu não brilha mais, e não tenho mais voz. Me dói. Porque as coisas tem que acabar? O que aconteceu com todos aqueles rostos, todas aquelas flores? Agora, tudo que me resta são esses olhos, vazios e gelados, que tanto amo. Querida, devo dizer que vou sentir sua falta. Da sua voz. Do seu carinho quase maternal. Da sua compreensão. Da sua inteligência. Adeus, querida. Adeus. Eu só espero que nossos caminhos sejam trilhados em paz. Feliz Natal, Feliz Ano-Novo. Conte comigo, querida. Somos só outra parte do mesmo problema. Sejamos felizes.

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