17 de janeiro de 2013

Sincronia

A chuva caí. A chuva caí. O tempo passa. O tempo passa. Tudo se encaixa. Tudo se encaixa; talvez a simplicidade das palavras ainda me traga alguma paz.


Do mastro do barco, procuro no horizonte um lugar, uma pessoa, um sentimento. E não encontro nada. O mar está vazio? No reflexo cristalino, me encontro. Que crueldade me deixar perdida comigo mesma! É engraçado porque estou limitada a ser até onde sei ser, e não sei ser nada além disso.

 Quem é que vai me ensinar? A vida? A chuva? O tempo? Eu não quero ter que aprender tudo outra vez... Serenidade se fez uma arte, em mim. É ironia, não se preocupe, ainda sou a mesma garota de ontem, e talvez eu seja mesmo, por um bom tempo. Preciso mesmo é fechar a boca, descruzar as pernas, fazer alguma coisa. Preciso mesmo é me livrar de mim, de tantos erros, tantos impulsos elétricos e nervosos, tanto desapego.

 Eu preciso de todo mundo, não é visível? Eu sei que não. Ninguém vive sozinho, Luiza. Nem você, nem as outras Luizas dentro de você. Não, não, eu não sou um mistério, é só que ninguém ainda me descobriu. d-e-s-c-o-b-r-i-u.  Ainda há muito para ver, Luiza. Não desista, não desista. Tudo se encaixa, tudo se encaixa.

tudo se encaixa. até você, Luiza.

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