26 de dezembro de 2012
Bleu
Não sei se é o fim, ou o início. Não sei se é o sol, ou frio. Não sei se é esse olhar pedinte de outrora, transportador, que chega e diz, sem lero-lero. Não sei. Não sei, não. Não sei o que dizer, o que pensar, o que fazer. Eu sou mera confusão. Pinte-me. Traga as cores prum sorriso colorido, antes amargoso, escroto. Não sei, não. Não sei se tudo vai mudar, se vai correr ou vai ficar. Não sei enxergar o futuro, ou o caminho que me leva até ele. Sou cega, surda, muda e sem noção. Sou a negação. Pintada de azul, traduzida em mil palavras e um único gesto: um dedo do meio. A você e ao mundo. Adeus.
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