9 de maio de 2012

Uma canção silenciosa

Olhei pro luar e não houve dúvidas: você gostaria de ver tamanha beleza. Iria rir, e provavelmente dizer que queria que eu estivesse ao seu lado. Mesmo que isso, hoje, seja tão improvável.
As folhas, que caem sem precisam, me levam para um passado sem igual, onde fui triste e feliz. O que se fez de mim, de nós? Quem é que sabe?! Minha única certeza é que hoje sinto a calma caótica de um coração tranquilo. Vazio; pacífico.
Sei que logo anteontem tudo desmoronou, se esfarelou; caiu. E sei que deveria contar com você. E ainda assim, não quero. Não preciso. Finalmente me livrei do vício, da dependência. Da insanidade. Por você.
O vento vadia, varrendo a vida para aqueles que querem viver. E eu, espero a chegada próspera de um futuro claro, límpido. Quero ver como é viver feliz. Quero poder sentir esse gosto. Quero não ter que querer amar, nem precisar. Quero estar; simples. Estar escrita, numa canção silenciosa, ventosa, formosa. Estar escrita... nas estrelas, e na vida.

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