5 de maio de 2012

segundos

Olho a minha volta
e não me vem a sensação de
integridade;
Essa é a primeira vez que falo sobre você.
Antes tinha medo
que você sumisse
Caso eu falasse.
Mas não importa mais, importa?

Ontem conectei a alma
Num lugar pouco agitado
As fagulhas verdes
Saíram de mim
E me levaram para você.

Seria esse o único jeito de te encontrar?

A multidão aqui dança
Canta
Nos empurra
Nos arrasta
Esmagados um contra o outro
Não nos machucamos;
Nos tornamos Um.

E a vida traz um grito,
Uma voz
De um coração vivo, ou morto
Pobre
Despedaçado
Que não sabe como se manter quente.

E ao dormir, levada sou a ti
Então me lembro de sua cantoria, aos sábados
Ao lembrar de sua casa
De suas músicas.
Nunca vai passar, não é?

Se eu dissesse
tudo que sua voz canta
Diria muito, e não seria suficiente.
E tudo isso,
Não quero esquecer.


Não sei quem foi que disse que você morreu
Quando na verdade, está aqui.


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