
A paisagem desaparece; sem concreto, sem nada. Nua e despejada. Como pode ir embora? Depois de tanto tempo enfeitando meu jardim? Minhas flores morreram; meus amores também.Um fraco brilho de possibilidade nasce na minha garganta; eu não irei afogá-lo. Não agora. Não com o assassino das minhas plantas à solta. Quem fim teve nosso amor? Apodreceu, morreu, esqueceu, assim como nossas flores? Meu jardim adormece. Eu lhe desejaria vida. Não mais. Eu aprecio minhas tentativas, juro. É nobreza minha esfolar essa gota de esperança, mas o que resta para mim? O medo? O calor? Nem mesmo as estrelas... Veja bem, o que quero dizer é que estamos em dezembro, quase , quase janeiro, e nesse meio tempo meu tempo acaba de se esgotar, faz tempo. Sem possibilidade, impossibilitada estou, e como fazer para chover? Eu quero chover felicidade! Chover verdades, rápidas e confusas. Eu garanto que consigo. Mas não vazia. Quer me completar?


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