Não foi ontem, nem hoje. Também não foi semana passada. E nem mês passado. Mas então, quando foi? Quando foi que eu percebi que era o fim, e ponto final, não se fala mais nisso? Mas eu falava sim, e como falava. Da ingratidão que gritava aqui dentro, falava da falta de apego, da dor na carne, no peito, nos ossos. Daquela sensação de peso. Esmaga. Esmaga. Esmaga. Esmaga. Me esmaga. Nos esmaga. Nos amassou.
Desejar voltar no tempo seria piada, porque o próprio tempo calculou o tempo e arquitetou para que tudo acabasse no tempo certo do tempo. E quem sabe, ao certo, qual é o tempo certo? Amor, eu sou só uma menina! Uma menina, de olhos opacos e cabeça vazia. De sonhos despedaçados, costurados. Sonhos refeitos e desfeitos. Destruídos. Remoídos. Demolidos. Mas eu ainda me nutro, me nutro por você. Por o que passou e ficou cravado em mim, na minha alma.
EU PENDURO MEU CORAÇÃO NO VARAL. Ele perde seu valor. E eu não sinto mais nada. nada. Nada. NAda. NADa. NADA. É como um entorpecente. Eu não ligo para NADA, nada, nada. Eu só quero inspirar, expirar. É só o que eu preciso fazer. Emoções? Para que? Para ficar escravos dela? Eu sei lá. E essas dúvidas, me corrompem. Levam tudo embora. Eu tenho tanto medo a partir de agora. Mas uma pessoa, muito doce, muito compreensiva, muito amável e amada por mim, me disse que tudo vai ficar bem. Que às vezes, as coisas das quais nós temos mais medo são as coisas que nos fazem mais felizes, que o futuro é logo ali, e eu tenho que dar espaço para ele chegar. Eu concordo. Com tudo. Até na parte que você me disse, que eu ia ficar bem.
30 de dezembro de 2010
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