11 de novembro de 2009

Doce perigo.

Respirava fogo; o medo derretia na boca macia. O grito, afogado nas profundezas da garganta, já não passava de um ruído reconfortante. Reconfortante pois enquanto ela o ouvisse, estaria a salvo. A paz tomou seu corpo. Afinal, estar a salvo, sempre foi seu maior desafio. E agora, ela corria para o perigo, mesmo não o querendo. E era tão difícil se manter intacta. 

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