27 de abril de 2012

New Zeland

Tudo o que eu vi nos seus olhos
Me assustaram.
Caóticos, profundos.
Me prometeram mundos.
E talvez não doesse tanto respirar.
Seus lábios? São doces
Tão finos, frágeis
Tenho medo de tocá-los
e eles desaparecem...
Mas você vem sumindo, sim
Indo embora...
Para uma partida
cuja dor não vi chegar
nem por onde veio.
Porque é que você tem que ir?
Você me disse que virão outros,
mesmo que eu não queira.
Não é normal; isso.
Do outro lado (do mundo), esperarei.
Quem sabe a vida não seja próspera?
Quem sabe não?
E se não for,
não faz mal.
Ou faz, e ainda não sei.
Nem quero, pra ser sincera.

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